imagem com uma mao masculina fazendo a troca de marcha de um veiculo para ilustrar conteudo que trata de como faze-lo do modo certo

7 provas de que você não está sabendo fazer troca de marcha

Brasileiro adora o câmbio manual, por mais conveniente e confortável que o automático ou o automatizado possam ser. O problema é que alguns motoristas não sabem realmente como usá-lo, ainda que tenham aprendido na autoescola.

O motor dá aquele berro, pedindo socorro, e você não sabe direito o que está fazendo? São tantos detalhes para prestar atenção, e você acaba esticando demais as marchas porque há um veículo prestes a lhe ultrapassar ou por qualquer outro motivo que você julgue ser uma boa justificativa?

Bem, sentimos lhe informar, mas você está acabando com a vida útil do seu veículo. 

Ao fazer a troca de marcha de maneira errada, você desgasta peças do câmbio e do motor. E, vamos combinar, o carro não funciona sem esse último.

Temos certeza que a partir de hoje você mudará suas atitudes, pois encontrou – bem a tempo – o conteúdo que vai lhe mostrar onde estão as suas falhas e como corrigi-las. Eis aqui as 7 provas de que você não está sabendo a fazer a troca de marcha. Veja!

Para a troca de marcha, você não costuma prestar atenção aos sinais enviados pelo carro

A troca de marcha é necessária para que as rodas e os componentes do motor não sofram à medida que o giro aumenta. Ou seja, ao dar velocidade ao seu veículo, é essencial realizar o câmbio de forma correta, nos momentos adequados.

Mas, o que é o giro alto?

Giro alto ou giro máximo é o que acontece quando a Rotação Por Minuto (RPM) chega ao limite em uma aceleração. Antes de atingir o extremo, deve haver a troca de marcha a fim de evitar danos e, inclusive, a perda total do motor.

Como saber o momento certo?

Os motoristas que estão mais habituados ao trânsito costumam dizer que, com o passar do tempo, é possível sentir a necessidade, pois o motor comunica-se com o condutor. Um ronco mais alto, a direção pesada e, inclusive, leve demais, são alguns indícios que mais aparecem nos relatos.

No entanto, a forma didática que temos a lhe mostrar, é a seguinte: observe o conta giros e olhe para o velocímetro.

Eis as situações nas quais você precisará passar para a próxima marcha:

Logo que dá a partida: para o arranque do motor, a primeira marcha é a única que deve ser usada, sem ser esticada demais. Ao atingir a marca dos 20 km/h, passe para a próxima.

A partir de 20km/h até 40 km/h: esse é o momento de utilizar a segunda marcha. Para carros 1.0, é o câmbio ideal para subir ladeiras e aclives muito íngremes. Carros mais fortes permitem a terceira nessas situações.

Entre 40 km/h e 50 km/h: chegou a vez da terceira marcha. Você provavelmente não ficará muito tempo nesta velocidade, a não ser que esteja em uma via que requeira tráfego mais lento. 

Dos 50 km/h até chegar aos 75 km/h: com velocidades mais altas, o carro clama por leveza. Dentro dos centros urbanos, provavelmente, a quarta marcha será sua fiel escudeira. Além de beber menos, o carro ficará sob seu total controle.

Depois dos 75 km/h: chegou a hora dela, a quinta marcha. Ao viajar, com o caminho mais livre, certamente o seu conforto estará relacionado ao uso desta etapa do câmbio. Apenas tenha atenção nos momentos em que as reduções são necessárias.

Mas e a sexta e a sétima marcha?

Nos carros com câmbio manual, é normal vermos apenas cinco marchas. No entanto, modelos mais avançados e modernos, contam com seis e, inclusive, sete.

Elas são ótimas aliadas para as rodovias e estradas, pois auxiliam na economia de combustível e deixam qualquer viagem mais agradável, pela redução considerável no nível de barulho do motor.

Marcha ré foi feita para percursos curtos!

Apresentamo-lhe a marcha mais forte do seu carro.

Nada de fazer gracinhas, ou você ganhará um enorme prejuízo. Marcha ré serve apenas para pequenas manobras, como as de estacionamento.

Assim como para a redução, você pula marcha na aceleração

Quando você reduz o giro do motor, passando de uma velocidade de 60 km/h para 30km/h em poucos segundos, é possível sair da quarta marcha para a segunda, sem problema algum. E se você notar, faz total sentido!

No entanto, durante o processo em que o veículo ganha velocidade, você jamais poderia pular da terceira para a quinta, por exemplo. É necessário respeitar as etapas que elencamos anteriormente.

E se eu engatar a marcha errada, pode haver algum problema!?

Sim!

Não é incomum os motoristas, geralmente iniciantes, perderem a mão e puxar o câmbio para a entrada errada. Isso só vai causar um grande impacto no veículo se, por exemplo, você estiver acelerando muito e engatar uma marcha que peça um giro menor. 

Para ilustrar, digamos que você esteja atingindo 75 km/h e passe para a segunda ao invés de engatar a quinta: alguma coisa aí irá estourar. Portanto, cuidado!

Você, geralmente, controla o câmbio da troca de marcha com a mão pesada

“Não é força, é jeito!”. Já ouviu esse ditado, né!?

Você não precisa empenhar todo o esforço de suas fibras musculares para mover a manopla de um lado para o outro. Faça esse procedimento com suavidade e sem afobação. A saúde da caixa de câmbio agradece!

Ao dar a partida, você costuma esticar demais a primeira marcha

Este é um erro bastante frequente. 

Assim como a ré, a primeira marcha tem uso específico. Então, respeite esta diretriz e você evitará uma dor de cabeça imensa. A prática de esticar as marchas não é saudável em momento algum dos seus percursos.

Você não aperta o pedal da embreagem até o fim, ao fazer a troca de marcha

E, ainda, de quebra, deixa o pé escorado em cima!

A função da embreagem é deixar o momento da troca de marcha incrivelmente simples. Então não dificulte as coisas: pise até o final, faça a troca e nada de deixar o pé descansando sobre ela. Retire-o assim que realizar a ação, pois é dessa forma que você evita danos ao sistema de embreagem. O conserto não é nada barato!

É comum você entrar em desespero quando erra o engate da troca de marcha

Desespero nunca salvou ninguém. Por que seria diferente com você?

Ao constatar que a marcha foi engatada de forma errada, corrija o erro imediatamente. Coloque o pé na embreagem até o final e, de forma suave, passe para o câmbio correto relacionado à velocidade em questão.

Cada marca e modelo tem seu sistema específico: você conhece o seu?

Se você analisar por um segundo, todas as dicas que trouxemos até agora dizem respeito às boas práticas globais. Mas para entender como o câmbio manual do seu veículo funciona, você precisa dar uma boa olhada no manual do proprietário.

Use esse documento para conhecer a fundo todas as funcionalidades do seu veículo.

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E aí, convencido de que é hora de mudar hábitos ruins relacionados à troca de marcha? Deixe suas impressões aqui nos comentários!